Quando a madrasta sente que está sempre em segundo lugar

Talvez uma das dores mais silenciosas da madrasta seja a sensação de ser "a segunda". Mas ser a segunda não é necessariamente o mesmo que ter menos valor.

Talvez uma das dores mais silenciosas da madrasta seja a sensação de ser "a segunda". Depois da mãe. Depois dos filhos. Depois da história anterior. Depois das necessidades de todo mundo. E essa sensação pode fazer a mulher começar a questionar o próprio valor.

Ser a segunda não é necessariamente o mesmo que ter menos valor

Em uma família mosaico, existem relações diferentes. A relação entre pai e filho é diferente da relação conjugal. A relação entre mãe e filho é diferente da relação entre madrasta e enteado. Não se trata necessariamente de uma fila na qual alguém ocupa o primeiro lugar e outra pessoa precisa aceitar o segundo. O problema aparece quando a madrasta sente que não existe um lugar próprio para ela.

A necessidade de ser escolhida

Por trás da sensação de estar em segundo lugar pode existir uma necessidade muito humana: ser escolhida. Não necessariamente acima de alguém, mas escolhida para construir uma vida, escolhida para ser companheira, escolhida nas decisões, escolhida como alguém cuja presença importa. Quando isso não é percebido, a mulher pode começar a procurar sinais de rejeição em todos os lugares.

Quando qualquer situação vira comparação

Uma mensagem da ex, um aniversário do filho, uma viagem em família, uma fotografia antiga, um compromisso cancelado — tudo pode ser interpretado como "eu não sou importante." Mas nem sempre o acontecimento e o significado atribuído a ele são a mesma coisa. Por isso, vale investigar o que está sendo despertado.

O passado pode ocupar muito espaço no presente

Toda pessoa chega a uma relação com uma história. O companheiro também. A madrasta pode sentir desconforto ao perceber que não participou de momentos importantes da vida dele — não estava lá quando o filho nasceu, não participou da infância. Isso pode despertar um tipo de luto pela história que não foi vivida. Mas o fato de você não fazer parte do passado não significa que não possa ter um lugar importante no presente.

O lugar atual precisa ser construído

Em vez de tentar apagar o passado, talvez seja necessário construir o presente. Quais experiências pertencem ao casal? Quais projetos estão criando juntos? Que tipo de relação desejam construir? A história anterior não precisa desaparecer para que uma nova história exista.

"Quando você pensa 'sou sempre a segunda', pergunte: segunda em relação a quê? E depois: qual lugar eu gostaria de ocupar e ainda não consegui construir?"

Talvez a resposta não seja sobre vencer alguém. Talvez seja sobre construir um lugar que ainda não existia antes de você chegar.

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